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Queda de cabelo atinge 40 mi de brasileiros: saiba o que fazer


 A queda de cabelo é uma queixa frequente no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia indicam que mais de 40 milhões de pessoas no país convivem com algum grau de alopecia. O problema afeta homens e mulheres de diferentes faixas etárias, e pode ter causas tanto hormonais, quanto emocionais e até estéticas. Saber identificar o tipo de alopecia é o primeiro passo para buscar o tratamento adequado — que pode envolver desde acompanhamento médico a cuidados em clínicas de estética.

Entre os casos que exigem avaliação médica, está a alopecia androgenética, a forma mais comum da doença, que pode surgir já na juventude. Alterações hormonais, predisposição genética, menopausa, pós-parto e algumas condições de saúde interferem diretamente no ciclo de crescimento dos fios, provocando afinamento progressivo e falhas visíveis.

Outra situação recorrente é o eflúvio telógeno, quadro geralmente temporário, provocado por estresse físico ou emocional intenso. A queda costuma aparecer semanas após eventos de impacto para o organismo, como cirurgias, infecções, mudanças hormonais bruscas ou luto. Nesses casos, a investigação clínica é indispensável.


Quando o salão ajuda

Há, no entanto, um tipo de queda bastante recorrente no cotidiano dos salões e clínicas de estética, relacionada à fragilidade dos fios e aos danos externos. O professor do curso técnico em Estética o Centro de Ensino Técnico (Centec), Oliver Oliveira, explica.

"Nem sempre a queda de cabelo tem origem emocional ou está ligada à saúde. Ela também pode ser consequência do uso descontrolado de colorações e alisamentos, principalmente sem o apoio de um profissional", afirma Oliver. "Com o tempo, isso leva ao afinamento do fio, à quebra contínua e até à calvície por tração."

Nesse tipo de situação, o profissional de estética atua na avaliação das condições dos fios e do couro cabeludo, propondo cuidados adequados a cada caso. Entre as estratégias recomendadas estão tratamentos como cronogramas capilares, argiloterapia e orientações de uso domiciliar para recuperar a força e a saúde dos cabelos.

O cronograma capilar é um dos principais aliados nesses casos, especialmente quando o cabelo passou por excesso de química ou calor. O método organiza os cuidados em etapas de hidratação, nutrição e reconstrução, com o objetivo de repor água, lipídios e massa capilar, contribuindo para reduzir a quebra e devolver resistência aos fios.

Já a argiloterapia é indicada principalmente quando há oleosidade excessiva no couro cabeludo, fator que pode agravar a queda. A aplicação de argilas auxilia na remoção de resíduos, na eliminação de células mortas e na estimulação da circulação sanguínea local, favorecendo um ambiente mais saudável para o crescimento capilar.

Além dos procedimentos realizados em cabine, Oliver diz que a orientação ao cliente é parte essencial do trabalho estético. "O profissional deve orientar, primeiramente, a não fazer uso de química sem acompanhamento. Quando há queda ou corte químico, é possível oferecer tratamentos adequados e indicar produtos para uso em casa, como tônicos fortalecedores e a manutenção do cronograma capilar", ressalta Oliver.

Para manter os resultados dos tratamentos, Oliver também recomenda o uso de tônicos fortalecedores e acidificantes, que ajudam a equilibrar o pH, selar as cutículas e fortalecer a raiz dos fios. Esses cuidados simples, aliados à redução da exposição a químicas agressivas, fazem diferença na recuperação e prevenção de danos.


Foto: Freepik

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